Parece que apanhei uma doença...
Uma doença chamada saudade...
Ando numa fase estranha... deu-me para ter saudades de tudo...
Tenho saudades dos dias de escola primária... de ter já nessa altura "teorias" acerca do mundo que se desvaneceram quando ganhei maior consciência das coisas...
Vi no outro dia a minha professora dos quatro anos da primária. Reconheceu-me como se me tivesse visto ontem! Tinha 9 anos quando sai da protecção dela... hoje tenho praticamente 22, mas ela apressou o passo na minha direcção, como se eu ainda fosse a mesma menina de cor-de-rosa e de tranças... E soube-me tão bem aquele acolhimento... o sorisso de satisfação dela quando lhe disse que já tinha terminado a licenciatura, começado o mestrado e iniciado a carreira profissional... Tão bem que soube... mas fez pior às saudades que tenho de tudo...
Tenho saudades da casa da minha avó e do meu tio "Xorniques" (apesar de, depois da morte deles, nunca mais ter conseguido lá entrar...), dos tempos de férias de infância que me aqueciam o coração... da roseira do quintal, do cheiro do limoeiro, de arrancar as cebolas que ainda não estavam nascidas e de ter levado um sermão da minha querida avó....
Tenho saudades da tia P., que nos deixou tão de repente... que punha na mesa o que tinha e o que não tinha quando chegávamos para a ver... Saudades, tantas, das pessoas que hoje são as minhas estrelinhas no céu...
Tenho saudades das aulas da licenciatura e das tardes de sol nos jardins da Gulbenkian...
Uma doença chamada saudade...
Ando numa fase estranha... deu-me para ter saudades de tudo...
Tenho saudades dos dias de escola primária... de ter já nessa altura "teorias" acerca do mundo que se desvaneceram quando ganhei maior consciência das coisas...
Vi no outro dia a minha professora dos quatro anos da primária. Reconheceu-me como se me tivesse visto ontem! Tinha 9 anos quando sai da protecção dela... hoje tenho praticamente 22, mas ela apressou o passo na minha direcção, como se eu ainda fosse a mesma menina de cor-de-rosa e de tranças... E soube-me tão bem aquele acolhimento... o sorisso de satisfação dela quando lhe disse que já tinha terminado a licenciatura, começado o mestrado e iniciado a carreira profissional... Tão bem que soube... mas fez pior às saudades que tenho de tudo...
Tenho saudades da casa da minha avó e do meu tio "Xorniques" (apesar de, depois da morte deles, nunca mais ter conseguido lá entrar...), dos tempos de férias de infância que me aqueciam o coração... da roseira do quintal, do cheiro do limoeiro, de arrancar as cebolas que ainda não estavam nascidas e de ter levado um sermão da minha querida avó....
Tenho saudades da tia P., que nos deixou tão de repente... que punha na mesa o que tinha e o que não tinha quando chegávamos para a ver... Saudades, tantas, das pessoas que hoje são as minhas estrelinhas no céu...
Tenho saudades das aulas da licenciatura e das tardes de sol nos jardins da Gulbenkian...
Tenho saudades de ser a menina que andava de bicos de pés, fingindo que calçava sapatos de salto alto... saudades de querer crescer para poder usar batôn...
Tenho saudades das borboletas na barriga e da sede de aventura...
Tenho saudades dos amigos que, apesar de perto, estão tão distantes...
Saudades de aqui vir a este cantinho tão meu...
Saudades, muitas! De tudo, de nada...
(E hoje decidi voltar ao mundo da blogosfera!)















